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A peça aborda os limites da natureza humana, seus conflitos inerentes, e seu contínuo confronto perante a sociedade e o mundo, o que pode nos levar às bordas de um precipício, acesso aos recônditos recantos da existência humana. Tais conflitos são representados/reconstruídos por meio das relações harmônicas estabelecidas ao longo da peça, assim como pelas constantes mudanças de texturas, ora súbitas, ora graduais, que permeiam toda a obra. Desafio particularmente intrincado consiste na elaboração de um discurso harmônico não-tonal que possibilite diferentes graus de tensão e, simultaneamente, a construções de progressões que, conforme desejado, transitam entre estes diferentes graus, conectando-os. Juntas, estas características dinamizam as análogas relações psicológicas que serviram como elemento motivador para a obra.